
Andrew era alto e por conta de sua altura, chegou rapidamente onde a garota estava. Naquele momento, o nome dela ainda lhe fugia à mente e ele sentiu-se culpado, normalmente esquecia o nome de suas pseudo-namoradas.Descrição não era certamente algo presente na vida dele ou sequer algo que fora ensinado pelos pais ou qualquer adulto, seu próprio pai nunca escondeu da mãe ou qualquer suas inúmeras amantes, mas pelo trabalho ele teve que acostumar-se com aquilo. Sempre se apresentava com nomes diferentes e muitas vezes se passava por algum turista estrangeiro. E a dúvida sobre o real motivo do seu aparecimento ali impediu que ele pudesse fazer qualquer pergunta, um tanto nervoso, ele passou a mão pelos cabelos recém-lavados e decidiu por fazer o que fazia de melhor, jogar conversa fora com seu habitual charme e mentir.
– Então, demorou muito mas parece que finalmente decidiu vir me ver? – deu à ela o seu melhor sorriso. Perguntando-se mentalmente se ela poderia ser irmã ou parente de algum outro agente. Ela decerto sabia que aquele era um prédio de agentes ou que ao menos, não era um simples prédio. Mas então o pensamento de que ela poderia ser uma agente chegou a si. Não era algo improvável, ele pensou.
Mas ela era deveras espontânea, algo um tanto diferente ali. A maioria dos agentes era fechado até para si mesmo e não costumavam se cumprimentar tão abertamente. Mas não que ele se encaixasse naquele grupo, Andrew era simpático e estava sempre sorrindo.
Sarah Jane tombou a cabeça para o lado, digna de uma criança curiosa quando foi questionada com tanta rapidez. Por mais que sua concentração fosse falha, com um pouco de esforço e contando as palavras com ajuda dos dedos, ela conseguiu formular a frase. quando o fez, deu um pulo na frente dele e um soco sem força no ombro do garoto, completamente brincalhão e sem a menor maldade.
“Você que demorou demais pra me ver, bonitinho.” Brincou, deixando um sorriso enorme aparecer. Foi andando de costas para dentro do elevador e o chamando com o dedo. Ora, Sarah Jane não o estava tentando seduzir e o sorriso de moleca dizia bem isso com todas as letras. “Nem pra me ligar depois da nossa noite jutos.”
Ela sempre fora extremamente espontânea, folgada, meiga. Uma vez dentro do elevador, revirou a bolsa — que caberia um mundo inteiro ali dentro — e praticamente enfiando a cabeça para dentro da mesma atrás do batom que foi achado e segurado com triunfo. Passou o batom usando o reflexo da porta de alumínio como espelho e voltou a sorrir para o companheiro de jantares chatos.
“Nessa época do ano, as embaixadas são mais intragáveis que normalmente são.” Encolheu os ombros, jogando dentro do monstro que ela chamava de bolsa, o batom.
Andrew não surpreendeu-se com gesto da loira, lembrava-se exatamente do jeito alegre e despojado dela e essa era certamente uma das razões dele ter mantido até um certo contato com ela durante os jantares. Pessoas como ela o atraiam imensamente e ele sempre sentia-se melhor com esse tipo de personalidade, afinal, Andrew se identificava.
Ele não pode deixar de rir das palavras delas e mesmo sabendo que se tratava de uma brincadeira, vangloriou-se. Ainda mais quando ela o chamou com o dedo. E ele não perdeu tempo, entrou no elevador logo atrás dela, exibindo no rosto um sorriso charmoso. Olhando diretamente nos olhos dela continuo com a brincadeira não tão ingênua.
— Você sabe que eu sou um pouco inseguro, fiquei com medo de ligar e levar algum fora. Isso destruiria meu coração. — Ele disse cabisbaixo, fingindo estar triste.
Enquanto ela mexia em sua bolsa, procurando por algo, ele agradeceu mentalmente por estar vestindo algo até apropriado. Andrew gostava de andar sempre bem vestido, mas como um ser humano, de vez em quando exibia pelos corredores trajes não tão formais. Perguntou-se para onde os dois estavam indo e se iriam prosseguir com o caminho juntos — ele bem esperava que sim —, mas decidiu por não falar nada, que o destino cuidasse de leva-los.
— Faz pouco tempo que não frequento mais jantares desse tipo, mas creio que não precisaremos mais deles para nos vermos. — Se aquilo fora dito com malícia ou não, nem ele poderia dizer, mas fora uma proposta e uma proposta verdadeira.
Pyro | Kings of Leon
Os longos corredores do prédio da A.N.E. costumavam ter um abundante movimento, a toda hora agentes saíam e entravam no aglomerado lugar. Além de, claro, aqueles que ainda tentavam manter uma vida social.
Andrew sempre soubera dividir seu tempo. O apreço pelo trabalho não o impedia de conhecer novas pessoas – mulheres, na grande parte. O fato é que apesar de sempre estar conhecendo pessoas, Andrew não podia conservar tanto contato com as amizades antigas. Perguntas clichês sobre como ia a vida e o trabalho deveriam ser sempre evitadas, mesmo que o agente especial sempre tivesse uma nova mentira na ponta da língua. Nem mesmo sua irmã, aquela que ele mais amava na vida, sabia sobre sua real profissão. Ele não tinha inimigos declarados – além dos maridos e namorados de suas paixões de uma noite, mas nunca iria expor sua garotinha a algum perigo.
Fechando a porta do seu alojamento, indo sair para mais uma noite de caça, ele virou-se e dificilmente teve que manter a postura altiva por conta da surpresa do momento. Os rostos daqueles que ali viviam eram conhecidos mas nenhum deles era conhecido de seu passado. Por alguns instantes ele achou que ela houvera sido alguma amante de seu passado, mas forçou a memória um pouco mais e lembrou do dia que conheceu a loura parada no final do corredor, perto do elevador.
Os jantares políticos que o pai sempre os forçava a ir eram enfadonhos e o deixavam entediado. As falsas alegações e desculpas que ele dava não eram o suficiente para seu pai ceder e Andrew se via frequentando tais jantares. Dedicava o tempo ali paquerando e direcionando olhares para as mulheres, sejam elas novas ou velhas, solteiras ou casadas. E nisso se viu conversando por toda uma noite com uma loura, também filha de políticos. Aquela fora uma das raras vezes que ele conversava tanto com alguém e nada acontecia, intrigando-o sobre aquela garota. E agora ele não fazia a menor ideia sobre o real motivo dela estar ali e por conta dessa dúvida e principalmente pela curiosidade, resolveu se aproximar e descobrir.
Sarah Jane não morava nos prédios da ANE. Era das poucas trabalhadoras daquele lugar que definitivamente passava longe de trabalhar e morar no mesmo lugar. SJ era uma mulher de espírito livre e ai daqueles que tentasse prendê-la.
Naquela noite tinha ido visitar Rory — um dos seu melhores amigos e estrategista — no apartamento novo. Como começara a ficar tarde e NY ainda era aquela boa e velha cidade cheia de gangues e toda a violência que era usual de grandes metrópoles. SJ era apenas uma hacker.
Estava com fones de ouvido (pra variar) e estava ouvindo Mika. Enquanto chamava o elevador, SJ mexia a cabeça de um lado para outro de modo nada discreto. Aliás a loira e discrição eram duas coisas que não se conheciam ou eram inimigas mortais uma da outra. Por incrível que pudesse parecer, ela não estava cantando a música tão alto quanto o normal, talvez fosse influência da hora.
Percebeu que alguém se aproximava e olhou por cima do ombro. Demorou um pouco para reconhecê-lo, mas quando um sorriso enorme se abre. Tantos e tantos jantares políticos que eu via aquele moço e por vezes conversava com ele. Nunca achei que poderia encontrá-lo num lugar como a ANE.
“Ahn, hey!” Tirou o fone, acenando freneticamente.
Andrew era alto e por conta de sua altura, chegou rapidamente onde a garota estava. Naquele momento, o nome dela ainda lhe fugia à mente e ele sentiu-se culpado, normalmente esquecia o nome de suas pseudo-namoradas.Descrição não era certamente algo presente na vida dele ou sequer algo que fora ensinado pelos pais ou qualquer adulto, seu próprio pai nunca escondeu da mãe ou qualquer suas inúmeras amantes, mas pelo trabalho ele teve que acostumar-se com aquilo. Sempre se apresentava com nomes diferentes e muitas vezes se passava por algum turista estrangeiro. E a dúvida sobre o real motivo do seu aparecimento ali impediu que ele pudesse fazer qualquer pergunta, um tanto nervoso, ele passou a mão pelos cabelos recém-lavados e decidiu por fazer o que fazia de melhor, jogar conversa fora com seu habitual charme e mentir.
– Então, demorou muito mas parece que finalmente decidiu vir me ver? – deu à ela o seu melhor sorriso. Perguntando-se mentalmente se ela poderia ser irmã ou parente de algum outro agente. Ela decerto sabia que aquele era um prédio de agentes ou que ao menos, não era um simples prédio. Mas então o pensamento de que ela poderia ser uma agente chegou a si. Não era algo improvável, ele pensou.
Mas ela era deveras espontânea, algo um tanto diferente ali. A maioria dos agentes era fechado até para si mesmo e não costumavam se cumprimentar tão abertamente. Mas não que ele se encaixasse naquele grupo, Andrew era simpático e estava sempre sorrindo.
“I suppose the German side wants to keep everything in control, and the Irish side wants to wreak havoc.”
Os longos corredores do prédio da A.N.E. costumavam ter um abundante movimento, a toda hora agentes saíam e entravam no aglomerado lugar. Além de, claro, aqueles que ainda tentavam manter uma vida social.
Andrew sempre soubera dividir seu tempo. O apreço pelo trabalho não o impedia de conhecer novas pessoas – mulheres, na grande parte. O fato é que apesar de sempre estar conhecendo pessoas, Andrew não podia conservar tanto contato com as amizades antigas. Perguntas clichês sobre como ia a vida e o trabalho deveriam ser sempre evitadas, mesmo que o agente especial sempre tivesse uma nova mentira na ponta da língua. Nem mesmo sua irmã, aquela que ele mais amava na vida, sabia sobre sua real profissão. Ele não tinha inimigos declarados – além dos maridos e namorados de suas paixões de uma noite, mas nunca iria expor sua garotinha a algum perigo.
Fechando a porta do seu alojamento, indo sair para mais uma noite de caça, ele virou-se e dificilmente teve que manter a postura altiva por conta da surpresa do momento. Os rostos daqueles que ali viviam eram conhecidos mas nenhum deles era conhecido de seu passado. Por alguns instantes ele achou que ela houvera sido alguma amante de seu passado, mas forçou a memória um pouco mais e lembrou do dia que conheceu a loura parada no final do corredor, perto do elevador.
Os jantares políticos que o pai sempre os forçava a ir eram enfadonhos e o deixavam entediado. As falsas alegações e desculpas que ele dava não eram o suficiente para seu pai ceder e Andrew se via frequentando tais jantares. Dedicava o tempo ali paquerando e direcionando olhares para as mulheres, sejam elas novas ou velhas, solteiras ou casadas. E nisso se viu conversando por toda uma noite com uma loura, também filha de políticos. Aquela fora uma das raras vezes que ele conversava tanto com alguém e nada acontecia, intrigando-o sobre aquela garota. E agora ele não fazia a menor ideia sobre o real motivo dela estar ali e por conta dessa dúvida e principalmente pela curiosidade, resolveu se aproximar e descobrir.
O som das balas atingindo o boneco pendurada pelo gancho não o incomodava havia anos. No começo, costumava sentir uma leve dor de ouvido após os treinos de tiro ao alvo, mas nos dias atuais aquilo já era uma atividade corriqueira. Tanto os treinos como os disparos no dia a dia. Aquela era a vida de Andrew.
A boneco balançou vagarosamente e ele decidiu que por hora aquilo era o bastante. E não que ele precisasse de algum tipo de treinamento, mas não gostava de ficar parado. Manter-se ocupado era algo que sempre o deixava bem, tanto psicologicamente quanto fisicamente. Levou a mão pálida ao rosto e tirou um pouco do suor que ali escorria. Tomaria um banho gelado e depois iria ver o garoto Parkes, ele decidiu. O hacker o ajudava sempre que possível e Andrew se viu gostando da companhia dele. Ia aos seus aposentos sempre que o trabalho o permitia, mantendo longas conversas com o menino e contanto suas histórias amorosas, que divertiam Kian.
Deixou para trás a Ala dos Agentes Especiais e seguiu para seu apartamento, o lugar era confortável e continha apenas poucos objetos que revelavam a personalidade de Dale. O cheiro de cigarros tragados podia ser inalado por quem adentrasse, alguns papéis que continham números de telefones de mulheres que conhecia pela cidade podiam ser vistos em cima de uma mesa na sala de estar, ao lado encontrava-se um único porta-retrato, com uma velha fotografia de sua família. Seu pai com sua típica postura rígida de político e sua mãe com as belas feições que Andrew herdara e o sorriso falso que exibia por todos os dias. Apenas a irmã tão querida por ele parecia ser verdadeira ali, com um sorriso que exibia até o último dos dentes. Olhar para a irmã sempre lhe trazia lembranças boas.
O banho foi rápido, apenas para eliminar o cansaço e o suor. E apesar de estar indo visitar um amigo, ele escolheu bem a roupa. Afinal nunca se sabia o que poderia encontrar no caminho e a A.N.E. continha maravilhosas agentes, novas ou veteranas. A moradia de Kian não era longe da sua, por isso não demorou muito tempo até chegar ao local. Bateu na porta e esperou por alguma resposta.
Andrew Dale | 29 anos | Agente Especial | FC: Michael Fassbender | Aberto
Bio: Andrew é conhecido como “pegador” por todo lugar que vai desde seus 16 anos de idade. Dotado de uma incrível beleza e sensualidade, ele cresceu sempre nos olhos da mulherada e até de alguns homens. Morava com seus pais e sua irmã em um casarão em Washington, seu pai sendo um importante político e sua mãe sendo só sua fachada.
O menino Dale tinha plena noção que seu pai traía sua mãe com qualquer mulher que visse pela frente, então cresceu tendo isso como exemplo. Sempre tirava sua irmã de perto quanto estavam falando sobre algo assim ou quando seus pais estavam discutindo. Seu instinto protetor por ela sempre falava mais alto, e não queria que ela tivesse que passar por aquilo como ele.
Era um bom aluno na escola, apesar de se meter em muitas confusões só para chamar a atenção dos pais, não funcionando na maioria das vezes. Quando completou 18 anos, Andrew se viciou em cigarros e nunca mais parou. Saiu de casa, cansado das mentiras de seu pai e da babaquice de sua mãe, e se mudou para Nova York com sua irmã.
A A.N.E. o recrutou por um motivo muito simples: Andrew é um excelente mentiroso. Mentiu para seus pais sua vida toda e escondia a maioria das coisas de sua irmã, procurando sempre protegê-la. Mentia para todos os seus casos de uma noite sobre serem só por uma noite e sua vida continuava sem receios.
Personalidade: Apesar de mentir muito, Andrew é muito protetor com seus amigos mais próximos. Grande mulherengo, ficou com essa fama na A.N.E. também, como em todos os lugares que passa. É lindo e sabe disso. Muito sorridente e irônico, é extremamente carismático e sedutor.
Ask ativada.
